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A Ostra Portuguesa, com o seu sabor único, também conhecida por "La Portugaise" é agora posta na sua mesa pela OstraLusa, este projecto de empresa que está a ser elaborado, tem na sua gene a certeza de primar pela qualidade de um molusco bivalve que faz parte do nosso património gastronómico.

A ideia de negócio

A OstraLusa é uma ideia de negócio actualmente em desenvolvimento, e integrada no concurso de ideias Energia de Portugal, tendo sido uma das 50 ideias seleccionadas de entre um total de cerca 1.700 ideias.

Pretende-se elaborar um plano e modelo de negócio de uma unidade de aquicultura offshore, para a produção de ostra Portuguesa, da espécie Crassostrea angulata, cuja inovação é ser integrada nos parques eólicos offshore flutuantes da EDP que estão já em fase piloto de instalação na nossa costa, a cerca de 2 milhas náuticas ao largo da Praia da Aguçadoura, a Norte da Póvoa do Varzim.

Pretende-se também e desde já, reactivar uma das maternidades ("hatchery") para a reprodução artificial da espécia  Crassostrea angulata, que será única no mundo, pois todas as que actualmente estão a funcionar só produzem a espécie  Crassostrea gigas, também conhecida como ostra japonesa, não sendo esta uma espécie autóctone, a sua produção nos habitats naturais poderá colocar em risco a nossa biodiversidade.

A ostra portuguesa, pelo seu sabor peculiar, era conhecida em França, no maior mercado Europeu deste produto do mar, como "Les Portugaises", e era um produto bastante valorizado.

A produção offshore de moluscos, está descrita como sendo mais eficaz, do que nas zonas estuarinas e rias,  dada a maior abundância do seu alimento de eleição as microalgas (fitoplâncton), conseguindo-se atingir tamanhos e pesos comerciais em menos de 12 meses.


Janela de Oportunidade


Esta janela de oportunidade criada por estas contingências do mercado Francês, favorecem o desenvolvimento sustentado da Ostreicultura Portugesa, através da revitalização dos bancos naturais da C. Angulata, e do inevitável aparecimento de maternidades industriais quer de C. Gigas, quer de C. Angulata para suprir as necessidades crescentes dos nossos produtores e acabar com o estrangulamento do sector, concomitantemente com a recuperação financeira das diversas unidades de produção, nas rias Formosa, de Aveiro e do Sado, e com o desenvolvimento das técnicas de cultivo em offshore.
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Lanternas de cestos com ostras em engorda suspensa numa long line
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Todas as fotos das lanternas e cestos para long lines foram disponibilizadas por cortesia pela Dra Ana Carneiro da empresa F. Ribeiro Lda. ( www.fribeiro.pt) distribuidor em Portugal destes materiais.
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Long Line, cabo de sustentação das lanternas para engorda de ostras em alto mar.
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Cestos da lanternas com ostra adulta na fase de engorda em mar aberto (offshore)
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Cestos das lanternas à espera de receberem sementes de ostra para engorda.

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A 1ª torre eólica offshore flutuante está no mar ao largo da Praia da Aguçadoura, desde Novembro de 2011. O teste Piloto com ostras e lanternas deveria acontecer este ano !!!

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É nos varandins desta torre, que pretendemos colocar umas 2 ou 3 lanternas (ver figuras acima) para testar uma série de condições e validar a nossa ideia de negócio em tempo real e nas condições de mar que iremos enfrentar.

  • Qual a melhor espécie de ostras a cultivar (Crassostrea angulata ou Ostra Portuguesa ou Crassostrea gigas ou Ostra Japónica)?
  • Curvas de crescimento das 2 espécies?
  • Qual o melhor tamanho das sementes a colocar a engordar (T2, T3, T4, T6 ou T8 - de 2 a 8 mm de comprimento e alguns gramas de peso - de 0,006 a 0,25 gramas)?
  • Qual a melhor periodicidade para as operações de maneio?
  • Que sistemas de vigilância e de segurança serão necessários?
  • Que formação vai ser requerida para a mão de obra?
  • Que tipo de embarcação de trabalho é ideal?
  • Que tipo de infraestruturas em terra e em mar serão ideias?

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